A ABNT NBR 7185:2016 estabelece o procedimento para determinação da massa específica aparente in situ, e em Chapecó esse controle ganha relevância particular. O substrato da região, caracterizado pela Formação Serra Geral com basaltos fraturados e solos argilosos avermelhados, exige que cada camada compactada seja verificada com precisão. Não basta confiar apenas no controle visual ou na experiência de campo. O método do cone de areia permite aferir o grau de compactação obtido em aterros, bases de pavimentos e fundações rasas, comparando a densidade seca de campo com a densidade máxima obtida em laboratório. Em obras de pavimentação na BR-282 ou em loteamentos nos bairros Efapi e Passo dos Fortes, a densidade in situ é o parâmetro que define a liberação da camada para a etapa seguinte. Nosso laboratório executa o ensaio seguindo rigorosamente os critérios normativos, com calibração da areia e controle dimensional do furo. A interpretação dos resultados considera ainda a influência de solos com presença de pedregulhos, comuns nas encostas de Chapecó, que podem demandar ajustes no volume do furo de ensaio. Para projetos que envolvam fundações diretas, esse dado de campo se complementa com o ensaio de placa de carga, que avalia a capacidade de suporte do solo na condição real de compactação.
O grau de compactação medido pelo cone de areia em Chapecó frequentemente revela variações de 3% a 5% entre pontos adjacentes devido à heterogeneidade do solo residual de basalto.
