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CHAPECÓ
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Ensaio SPT em Chapecó: Investigação Geotécnica com Padrão ABNT NBR 6484

Competentes. Rigorosos. Eficientes.

SAIBA MAIS

O planalto basáltico de Chapecó, com seus solos residuais argilosos e siltosos que podem ultrapassar 15 metros de espessura antes de atingir a rocha sã, impõe desafios geotécnicos que exigem investigação precisa. A cidade, situada sobre a Formação Serra Geral a aproximadamente 670 metros de altitude, apresenta perfis de alteração heterogêneos onde a resistência à penetração pode variar bruscamente em curtas distâncias. É nesse contexto que o ensaio SPT se consolida como ferramenta indispensável para definir a capacidade de carga de fundações. O procedimento segue rigorosamente a ABNT NBR 6484, com registro contínuo do índice de resistência NSPT a cada metro perfurado. Em diversos pontos de Chapecó, a presença de matações de basalto alterado exige experiência do operador para interpretar corretamente os golpes e evitar falsos impenetráveis. A coleta de amostras deformadas para classificação tátil-visual complementa o perfil geotécnico, permitindo correlacionar o NSPT com parâmetros de resistência e deformabilidade do maciço. Quando o projeto contempla edificações de maior porte na região central ou nos bairros em expansão como Efapi e São Cristóvão, o ensaio CPT pode ser integrado para obter perfis contínuos de resistência de ponta e atrito lateral, refinando o modelo geomecânico do subsolo local.

A variabilidade dos solos residuais de basalto em Chapecó exige perfis SPT detalhados: confiar apenas em poucos furos pode mascarar a presença de matações e comprometer a segurança da fundação.

Nossas áreas de serviço

Procedimento e escopo

A execução do ensaio SPT em Chapecó revela contrastes geotécnicos marcantes entre diferentes setores da cidade. Nos bairros próximos ao vale do Rio Uruguai, como a região da Foz do Chapecó, os perfis exibem camadas de aluvião arenoso intercaladas com cascalheiras fluviais, gerando índices NSPT que podem saltar de valores inferiores a 5 para rejeições acima de 50 golpes em menos de um metro. Já nas áreas mais elevadas, sobre o platô basáltico, predominam argilas siltosas laterizadas que mantêm uma resistência mais gradual, com NSPT crescente entre 8 e 25 nos primeiros 10 metros. O equipamento utilizado é composto por tripé metálico com roldana, martelo padronizado de 65 kg com sistema de queda livre e amostrador bipartido tipo Raymond-Terzaghi. A lavagem por circulação de água com trépano é empregada para atravessar camadas mais resistentes, e o avanço por trado helicoidal é comum nos horizontes superficiais. Durante a sondagem, anota-se o número de golpes para cada 15 cm de penetração, registrando o NSPT como a soma dos golpes dos 30 cm finais. A classificação tátil-visual das amostras recuperadas permite identificar a transição entre solo residual maduro, saprolito e rocha alterada, informação essencial para definir a cota de assentamento de estacas e tubulões. Todo o procedimento está alinhado aos critérios de acreditação do laboratório sob a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, garantindo rastreabilidade metrológica e controle de qualidade dos resultados entregues ao engenheiro projetista.
Ensaio SPT em Chapecó: Investigação Geotécnica com Padrão ABNT NBR 6484
Imagem técnica — Chapecó

Considerações locais

A expansão urbana de Chapecó, impulsionada pela verticalização dos bairros Centro e Santa Maria a partir dos anos 2000, intensificou a demanda por investigações geotécnicas criteriosas. Edifícios com múltiplos subsolos escavados em solo residual de basalto enfrentam o risco de interpretações equivocadas do NSPT quando a perfuração encontra blocos de rocha semi-alterada. Um furo que atinge um matacão a 8 metros pode indicar falsamente o impenetrável, levando o projetista a adotar fundações curtas em um perfil que, na realidade, ainda contém camadas compressíveis abaixo do bloco rochoso. A norma ABNT NBR 6122:2019 exige uma investigação mínima que correlacione o número de furos com a área da projeção da edificação, mas em terrenos geologicamente complexos como os de Chapecó essa exigência deve ser tratada como piso, não como teto. A experiência local mostra que a complementação do ensaio SPT com ensaios de laboratório — granulometria conjunta, limites de Atterberg e, quando necessário, ensaios triaxiais em amostras indeformadas — reduz significativamente a incerteza do modelo geotécnico. Ignorar a variabilidade lateral dos solos chapecoenses é o caminho mais curto para recalques diferenciais e patologias estruturais que oneram a manutenção da edificação por décadas.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagem de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 8036:1983 — Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios, ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 — Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração, ABNT NBR 6502:1995 — Rochas e solos — Terminologia

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaABNT NBR 6484:2020
Massa do martelo65 kg
Altura de queda750 mm
Amostrador padrãoRaymond-Terzaghi bipartido (Ø ext. 50,8 mm)
Registro de golpesA cada 15 cm; NSPT = soma dos 30 cm finais
Profundidade típica em Chapecó10 a 20 m (variável conforme cota do impenetrável)
Diâmetro de perfuração63,5 mm (2 1/2 pol.) a 150 mm (6 pol.)
Parâmetros derivadosCapacidade de carga (Terzaghi, Meyerhof), tensão admissível, estimativa de ângulo de atrito (areias)

Perguntas comuns

Qual o valor de um ensaio SPT em Chapecó?

O investimento para um ensaio SPT em Chapecó varia entre R$1.390 e R$1.600 por furo, considerando a execução conforme ABNT NBR 6484, mobilização de equipamento, emissão de relatório técnico com perfil geotécnico e ART do engenheiro responsável. Esse intervalo pode oscilar conforme a profundidade contratada, a distância de deslocamento da equipe dentro do município e as condições de acesso ao terreno — terrenos inclinados ou com restrições de espaço para montagem do tripé podem demandar manobras adicionais.

Qual a profundidade mínima exigida para um furo SPT em Chapecó?

A ABNT NBR 8036 estabelece que a profundidade mínima deve atingir o impenetrável ao ensaio SPT — definido como 30 golpes nos primeiros 15 cm de penetração seguidos de mais 30 golpes nos 15 cm seguintes, ou 50 golpes nos 45 cm totais. Em Chapecó, sobre o manto de alteração do basalto, é comum que essa condição seja alcançada entre 12 e 18 metros, mas a norma também exige que a sondagem ultrapasse a cota onde o acréscimo de tensão devido à edificação seja inferior a 10% da tensão geostática efetiva, o que pode exigir profundidades maiores para edifícios altos.

O ensaio SPT é suficiente para projetar fundações em Chapecó ou preciso de ensaios complementares?

Para edificações de pequeno e médio porte — residências, sobrados, galpões leves — o perfil SPT bem executado, acompanhado da classificação tátil-visual das amostras, costuma fornecer subsídios adequados para o dimensionamento de sapatas e estacas. Contudo, em obras de maior complexidade na região central de Chapecó, com cargas elevadas e subsolos profundos, recomenda-se complementar com ensaios CPT para refinar a estratigrafia, e com provas de carga estática para validar as previsões de capacidade de carga. A decisão cabe ao engenheiro geotécnico responsável, que avalia o nível de risco aceitável para cada projeto.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Chapecó e arredores.

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