O solo de Chapecó, com sua geologia derivada do derrame basáltico da Formação Serra Geral, apresenta extensos mantos de alteração argilo-siltosa que podem variar de consistência em poucos metros. A cidade, situada no divisor de águas das bacias do Uruguai e Iguaçu a aproximadamente 670 metros de altitude, exige investigações que capturem essa transição entre o residual jovem e a rocha sã. Para obras de pequeno e médio porte, a sondagem a trado se mostra o método mais ágil e econômico de reconhecer as camadas superficiais. O procedimento, normalizado pela NBR 9603, consiste na perfuração manual ou mecanizada com trado helicoidal, permitindo a retirada de amostras deformadas a cada metro ou sempre que há mudança de material. Empreendimentos no bairro Efapi, por exemplo, frequentemente se deparam com camadas de solo transportado sobre o basalto alterado, e a coleta visual durante a perfuração com trado é o primeiro passo para evitar surpresas na etapa de escavação. Complementamos essa análise preliminar com o ensaio de granulometria quando há dúvidas sobre a fração fina do solo, essencial para prever o comportamento drenante do terreno local.
Em Chapecó, a profundidade do impenetrável ao trado no basalto alterado raramente ultrapassa os 8 metros, definindo o limite de investigação direta superficial.
